Curitiba - A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) anunciou, ontem, a compra de uma área de 300 mil metros quadrados pertencente à Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), em Paranaguá. A área foi avaliada em R$ 8 milhões, valor que a Appa pretende pagar utilizando como moeda de troca as dívidas que a RFFSA, que está em processo de liquidação, tem com o porto.
As dívidas da RFFSA com o porto somam cerca de R$ 1 milhão. O restante será pago em moeda corrente com recursos do caixa da Appa. O superintendente da RFFSA, Ruy Alberto Zibetti, se encontrou com o superintendente do porto, Eduardo Requião, para finalizar os detalhes da negociação.
A área que está sendo negociada está no quilômetro cinco da ferrovia e constitui o último local nobre do porto que está ocioso, que pode servir de retroárea. O porto precisa de local para crescer e para construção de silos e armazéns e até agora não foi possível por falta de áreas disponíveis.
O superintendente Eduardo Requião acredita que a negociação vai agradar a missão chinesa, que está chegando hoje para visitar as instalações do Porto de Paranaguá. A intenção é comprar a área com recursos públicos e depois abrir para licitação para interessados na construção de silos e armazéns, que poderão ser os chineses ou canadenses, informou a assessoria do porto.
A negociação vai atender também à intenção da Bolsa de Chicago em estabelecer escritório em Paranaguá, que terá mais estrutura à disposição das operações em bolsa. Inicialmente, o espaço será utilizado emergencialmente como apêndice do pátio de triagem para facilitar o fluxo de caminhões.
Eduardo Requião recebe hoje a comitiva de chineses, formada por funcionários do governo e empresários. Eles estão interessados em adquirir armazéns para os importadores de soja brasileira que utilizam o porto. A recepção também vai contar com a presença de exportadores paranaenses em busca de oportunidades e para estreitar relações, após o episódio de refugo da soja brasileira pelos chineses.

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