A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) deve abrir licitação pública até o final deste mês para dar a concessão do Porto de Antonina para um novo grupo empresarial. A decisão foi discutida ontem, em Paranaguá, após a confirmação da rescisão contratual da empresa holandesa Flutrans Terminais Marítimos. O grupo holandês abandonou a operação portuária e retornou para a Holanda sob alegação de acumular prejuízos consecutivos nos últimos quatros anos. O faturamento da Flutrans foi de R$ 6 milhões, no ano passado, valor considerado elevado por administradores do terminal portuário.
A preocupação da Appa é garantir para Antonina a movimentação dos navios carregados com fertilizantes, retomando a atividade de um porto que está parado desde o início de janeiro, quando a Flutrans fechou as portas. A safra de fertilizantes começa no final deste mês, coicidindo com o pico da safra de soja. Com isso, o Porto de Paranaguá fica com uma superlotação e uma espera muito grande de navios. ‘‘Queremos garantir o desembarque dos fertilizantes em Antonina’’, afirmou o diretor do Porto de Antonina, Edmond Fatuch.
A solução emergencial encontrada é abrir o terminal portuário aos operadores marítimos que eram credenciados para o serviço antes de a Flutrans assumir o porto, em 1994. Desde que o grupo holandês ganhou a licitação pública aberta pelo governo do Estado, os demais operadores tiveram de se retirar do Porto de Antonina, dando a preferência à empresa vencedora.
A nova concorrência pública trará uma solução definitiva para o problema, estima Fatuch. Ele afirmou que já há um grupo interessado em assumir a movimentação portuária, assegurando as cargas de fertilizantes para Antonina. O nome da empresa interessada está sendo mantido em sigilo.
O governo do Estado garantiu ontem que não terá prejuízo com a rescisão contratual da Flutrans. O grupo holandês deixou caucionado R$ 118 mil, que corrigidos pela Taxa Referencial (TR), garantem ao Estado a devolução de R$ 180 mil.

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