Curitiba O Porto de Paranaguá começa a desenvolver um trabalho para adotar medidas de prevenção contra a gripe aviária. Na última quinta-feira o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) realizou uma reunião com a presença de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) e Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Foram analisadas as possibilidades de risco no porto em relação à gripe.
O presidente do CAP, Hélio José da Silva, cita como fatores de risco os navios que chegam no porto e a população de 26 mil pombos (com o problema da migração de aves). O assunto agora será discutido por uma comissão específica do CAP ainda neste mês. A meta é procurar procedimentos preventivos e de combate à gripe, caso ela atinja o Brasil. ''O ambiente portuário não está sendo considerado no Plano Nacional de Prevenção à Gripe Aviária do governo federal. O porto é a porta de entrada e de saída e oferece riscos'', destacou.
A meta do CAP é fazer uma análise de risco potencial. ''Queremos fazer um trabalho preventivo'', disse. Hoje, cerca de 95% do comércio exterior do Brasil passa pelos portos.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, destaca que, apesar do Plano Nacional de Prevenção, as ações do governo federal são muito tímidas. Segundo ele, o governo importou apenas 10 milhões de doses de Tamiflu, único remédido que pode combater o vírus. A quantidade importada não atende mais de 5% da população. Além disso, proibiu importações de ovos, penas, carcaças e produtos industrializados de origem avícola de países com casos confirmados da doença. E, impôs o monitoramento de sobras servidas a bordo de aviões que procedam de regiões onde haja a doença.
Cheida lembra que, mesmo diante da ameaça de uma pandemia, o Brasil segue sem uma equipe oficial que monitore, estude e pesquise a doença. Também não preparou a logística necessária para a possível chegada da doença que, segundos especialistas, não tardará mais que 18 meses. Segundo ele, não há estratégias de fiscalização de fronteiras, estações, aeroportos, portos e estradas.

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