Porto bate recorde de cargas
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terça-feira, 26 de dezembro de 2000
Da Redação 
O Porto de Paranaguá atingiu neste mês um recorde histórico de movimentação de cargas. O volume de mercadorias exportadas e importadas desde janeiro até a última sexta-feira chegou a 20 milhões e 803 mil toneladas, superando em mais de 600 mil toneladas a melhor marca anterior, verificada em 1998. Em relação ao movimento total registrado no ano passado, a diferença é ainda maior: 1 milhão e 493 mil toneladas a mais.
Segundo a direção do Porto, os resultados demonstram que o terminal está cada vez mais capacitado a atender as novas demandas da economia, ampliando os investimentos em infra-estrutura e incluindo mais produtos com valor agregado. Graças à modernização de nossos serviços, estamos atingindo nossa meta de um crescimento anual de cerca de 10%, disse o superintendente Osíres Guimarães.
Entre os produtos exportados que alcançaram os melhores desempenhos estão a soja em grão que já atingiu neste ano um volume acumulado de 4,6 milhões de toneladas, 30% a mais do que em 1999 e os veículos, cuja venda a outros países chegou a 41.085 unidades, alcançando um crescimento de 1.426%. Entre as importações, o destaque ficou com os fertilizantes. A descarga do produto subiu de 2,1 milhões em 1999 para 3,7 milhões este ano.
Os produtos exportados que mais se destacam são a madeira industrializada, alimentos congelados, frango, carne, frutas, sucos e café solúvel. Só as exportações anuais de café solúvel, através da Companhia Cacique de Café Solúvel, de Londrina, chegam a cerca de US$ 200 milhões. No começo do ano, a Cacique trocou Santos (SP) por Paranaguá como opção para suas exportações.
As mercadorias mais importadas através dos contêineres foram polietileno, resina, papel e celulose, pneus, além de peças e equipamentos para o pólo automotivo paranaense. Neste ano, o embarque do produto do café in natura chegou a 8.429 toneladas, um aumento de 203% em relação a 1999. Com isso, depois de muitos anos, o café volta se tornar um ítem de destaque nas exportações paranaenses.
A estimativa é de que o crescimento, mais uma vez, fique entre 10% a 12% no ano que vem, informa o Ipardes. A doença da vaca louca, por exemplo, já começa a refletir no aumento das exportações da carne paranaense, especialmente frangos.


