O ministro da Agricultura, Arlindo Porto, disse ontem, após reunião do grupo de coordenação de Política Agrícola, que os empréstimos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) serão limitados ao produtor que tiver até R$ 27,5 mil de renda bruta anual. A exigência, segundo técnicos que participam do grupo, tem o objetivo de controlar um pouco os empréstimos do programa, principalmente para os créditos de investimentos de até R$ 15 mil por produtor.
O limite de renda será uma exigência adicional para o enquadramento dos produtores no programa e valerá também para os empréstimos de custeio agrícola. Porto informou que a proposta técnica para o crédito rotativo ao pequeno agricultor já está pronta e será submetida ao Conselho Monetário Nacional (CMN) no próximo dia 31. O produtor poderá pegar até R$ 5 mil, num contrato de dois anos, com renovação automática.
O ministro acredita que o crédito rotativo ou ‘‘Rural Rápido’’, que será uma espécie de cheque especial ao pequeno produtor, deverá facilitar o acesso aos empréstimos com a redução da burocracia e das exigências. ‘‘O produtor não precisará mais apresentar projetos ou orçamentos e poderá usar o cheque quando quiser’’, afirmou.
A estimativa do ministro é que o Pronaf atenda 500 mil produtores neste ano, muitos deles já com o novo sistema do ‘‘Rural Rápido’’. O governo colocou R$ 1 bilhão para o financiamento de custeio do Pronaf na safra 1997/98 e a liberação mais rápida dos recursos dependerá dos bancos, segundo o ministro.
Milho O ministro Porto disse ontem que o governo não interveio ‘‘para valer’’ no mercado de milho porque tem ‘‘prospecção segura’’ de que o preço deve reagir após agosto. Mesmo assim, disse que há recursos à disposição dos agricultores que queiram vender para o governo, na operação AGF, através da Conab. O ministro também tem indicadores sobre a redução da próxima safra, que pode chegar a 15%, e admite que os preços devam aumentar muito por conta desta previsão. Mas acha que isto é normal no livre mercado.

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