Porto anuncia crédito para o Pronaf
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quinta-feira, 03 de julho de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Albari RosaAjuda às cooperativasMinistro Porto é homenageado pela Ocepar: esperança de ajuda para pagar dívidas das cooperativas O governo federal vai destinar mais R$ 350 milhões para o Pronaf Investimentos, que deverão ser liberados de agosto. Com esses recursos, são R$ 700 milhões destinados ao Pronaf, este ano, que deverão beneficiar entre 60 mil e 70 mil pequenos produtores. A liberação dos recursos foi anunciada ontem pelo ministro da Agricultura, Arlindo Porto, que esteve em Curitiba participando do Fórum do Cooperativismo, organizado pela Ocepar.
Para o ano que vem o governo deverá liberar mais R$ 1 bilhão para investimentos, confirmando a decisão de apoiar cada vez mais a agricultura familiar. O programa começou tímido no ano passado com a liberação de R$ 38 milhões em todo o País e este ano já avançou bastante, lembrou o ministro. Ele garantiu que o Pronaf irá apoiar os programas paranaenses de incentivo ao plantio adensado de café e à revitalização da cotonicultura.
Cooperativas Porto falou ainda sobre o projeto de recapitalização das cooperativas e deu uma esperança ao setor ao afirmar que o assunto já está sendo avaliado pelo Ministério da Fazenda. Segundo o ministro, o interlocutor nomeado para dar uma solução à esse caso, Pedro Parente, está sensível ao problema das cooperativas.
O setor cooperativista tem débitos avaliados em R$ 1,7 bilhão, sendo que o Paraná tem quase a metade de participação nessa dívida, informou o assessor da Ocepar, Guntolf Van Kaick. A maior parte desses débitos refere-se ao primeiro ano do Real, quando os agricultores se endividaram junto às cooperativas e não conseguiram pagar. E também com as chamadas cotas-partes das cooperativas que já foram financiadas pelo sistema financeiro e não entraram no processo de securitização. O setor cooperativista, diz, espera uma solução também para negociar os impostos e os débitos pendentes com os governos federal, estadual e municipal.
Milho Porto lembrou que o governo decidiu socorrer os produtores de milho com a liberação de R$ 50 milhões em AGF, para evitar nova queda de preços do grão, que neste primeiro sementre, reconhece, estiveram muito baixos. Além disso, o ministro admite que os estoques de milho estão baixos e por isso o governo decidiu interferir no mercado para evitar um desequilíbrio no abastecimento. O produtor deve confiar e não vender o produto a preços inferiores ao mínimo.
O ministro aproveitou e deu um recado aos bancos para que sejam mais ágeis na liberação de recursos para o custeio da próxima safra. Ele lembrou que o volume de crédito no valor de R$ 8,5 bilhões anunciados para o custeio, deverá ser liberado num período muito curto, compatível com a época de plantio e isso exige agilidade no fluxo dos recursos.


