Curitiba - A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) liberou ontem o armanezamento de soja transgênica em todos os terminais como tinha determinado a juíza federal de Paranaguá Ana Beatriz Vieira da Luz Palumbo. Ontem 13 caminhões, com carga de 40 toneladas cada, descarregam soja geneticamente modificada nos terminais da Cargill e da Coamo. Segundo informações dos terminais portuários que operam em Paranaguá, o primeiro navio para carregamento de soja chega no próximo dia 25 e tem como destino a Europa. O navio deve ser carregado na capacidade máxima, com 60 mil toneladas.
  Os operadores dos terminais acreditam que nos primeiros dias da liberação da soja transgênica não haja fila de caminhões no porto. Isso porque os exportadores ainda estão se programando.
  Ontem à tarde, o advogado da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Marcelo Teixeira, foi a Paranaguá para verificar se a determinação judicial de liberar todos os terminais estava sendo cumprida. Caso o porto não tivesse cumprido a decisão, o advogado já estava pronto para comunicar à juíza, que poderia determinar a presença da Polícia Federal para fazer cumprir a liminar.
  A previsão é que hoje cheguem mais caminhões a Paranaguá. Ontem à tarde, representantes dos terminais portuários fizeram uma reunião que durou duas horas para resolver questões operacionais para organizar a entrada da soja transgênica no porto. Participaram da reunião representantes dos terminais da Cotriguaçu, Cargill, Coamo, CDL, Tibagi, entre outros. ‘‘Os terminais estão administrando os espaços para não ter nenhum tipo de mistura‘‘, disse Marcelo Teixeira.
  Para carregar um navio são necessários 1.500 caminhões. Como há muita soja convencional estocada, a previsão dos terminais do porto é que sejam carregadas no navio os dois tipos de oleagionosas. A estimativa é que o porto receba soja modificada não apenas originária do Paraná mas também de Estados como o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e ainda do Paraguai.
  Segundo informações da Justiça Federal, o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda e o superintendente da Appa, Eduardo Requião, foram ontem conversar com a juíza Ana Beatriz. Ela pediu para que eles apresentem uma petição esclarecendo de que modo a liminar será cumprida pela Appa.
  
STJ- O mandado de segurança ajuizado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) foi distribuído para a juíza Eliana Calmon. A Anec entrou na Justiça contra o ministro dos Transportes para que o porto libere a exportação da soja modificada. Segundo informações extra-oficiais, o ministério já teria entrado em contato com a Appa para exigir a liberação de todos os terminais para a soja.

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