Vânia Moreira
De Umuarama
Os fabricantes de roupas de Cianorte (a 87 quilômetros a sudoeste de Umuarama) temem uma queda de 10% a 20% nas vendas por causa da guerra fiscal entre Paraná e São Paulo. Há 15 dias, a Secretaria da Fazenda de São Paulo baixou portaria limitando a compra de produtos de outros Estados pelas microempresas. As empresas paulistas cadastradas no sistema Simples só poderão comprar de fabricantes de outros Estados até 20% do que comercializam. ‘‘Ainda não sabemos exatamente quais serão os reflexos desta portaria para o pólo de confecções local, mas tememos uma queda significativa nas vendas’’, disse ontem o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Cianorte, Wilson Becker.
O secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Eduardo Sciarra, disse que o governo já tem pronta uma lei semelhante à de São Paulo que só não foi aprovada ainda porque a Assembléia Legislativa está em recesso. Ele reconhece que o governo vai editar a lei somente para retaliar o Estado vizinho, porque não vai resolver o problema. ‘‘Este tipo de interferência desestrutura o mercado, mas a guerra fiscal entre os Estados só vai se resolver com a reforma tributária’’, disse. Sciarra. O secretário participou terça-feira à tarde da abertura da 10ª Expovest, a feira de moda anual de Cianorte.
Até sábado, quase 250 fabricantes estarão expondo as coleções primavera/verão no Parque de Exposições. O presidente da Associação das Indústrias do Vestuário, que organiza a Expovest, Wilson Pedrão, disse que a portaria paulista não deve prejudicar os negócios da feira. ‘‘Os reflexos serão sentidos só em algumas semanas’’, disse Pedrão. A Expovest espera atrair 15 mil visitantes. Durante os cinco dias, os expositores esperam fechar US$ 7 milhões em negócios.Confeccionistas abrem 10ª Expovest, em Cianorte, em meio à ‘guerra fiscal’ dos Estados
Álvaro Orsi/Especial para a FolhaVITRINE DE MODAExpovest, aberta na terça-feira em Cianorte, deverá comercializar US$ 7 milhões até sábado. O secretário Eduardo Sciarra: retaliação

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