Portadores creditam ao grão melhora no estado de saúde
Ainda não existe um levantamento científico junto aos pacientes atendidos pelo G.A.P.C. que estão consumindo a soja incluída na cesta básica, mas os relatos indicam que a ingestão do grão e seus derivados tem melhorado a qualidade de vida dessas pessoas.
A diarista Benedita Pereira Freitas afirma que passou a se sentir melhor e até mesmo está podendo aos poucos voltar às suas atividades normais depois que passou a consumir a soja. Ela conta que tinha um tumor no cólon do útero e que iria precisar fazer uma cirurgia. Passou por 35 sessões de radioterapia e colocou um aparelho no interior do útero para tratar da doença. ''A radioterapida acabava comigo, me sentia fraca, sem apetite, perdi muito peso. Depois que passei a comer a soja todos os dias, recobrei as forças, voltei a comer de tudo'', afirma.
Mas o mais surpreendente, segundo dona Benedita, foi descobrir em uma tomografia que o tumor havia desaparecido. ''O médico disse que eu não tinha mais nada, até achei que ele estava mentindo'', comenta. Ela afirma que continua consumindo soja todos os dias. ''Preparo em caso o kinako (farinha de soja torrada e moída) e misturo em tudo o que como'', ensina.
Agora que está recuperada, Dona Benedita já não recebe mais cesta básica da G.A.P.C., mas a entidade se dispôs a manter o fornecimento de soja. No entanto, a diarista afirma que o apoio da entidade foi muito importante para sua recuperação. ''Além das dificuldades que a doenças trouxe tive de deixar o trabalho , meu marido estava desempregado naquele período e a cesta básica nos ajudou bastante'', comenta.
Outro adepto do consumo de soja é o casal Antonio Henrique e Dalva Lúcia Pimentel. Dona Dalva afirma que começou a consumir soja regularmente há quatro anos, mas já havia feito um curso oferecido pela Embrapa Soja aos moradores do bairro João Turquino, em Londrina. Seo Antonio era portador de um câncer na perna e começou a consumir soja quando a mulher passou a incluir o produto no cardápio diário da família. ''Me sinto muito melhor agora, a doença não se manifestou mais. Faço revisão uma vez por ano e nem sinal do tumor'', conta.
Com a soja, dona Dalva faz pães, biscoitos, kinako, leite de soja e grão torrado. Ela conta que todas as vezes que o marido vai para as reuniões do G.A.P.C. ela leva para o pessoal os produtos que fabrica em casa com a soja. ''Trago a soja em grão doada por eles e levo os produtos para mostrar para as pessoas que é possível consumir a soja de diversas maneiras é que é muito bom'', afirma.
A ONG está programando para o próximo ano aulas de culinária com a dona Dalva. ''Ela está mais próxima da realidade dos outros pacientes e acreditamos que isso possa incentivar o aumento do consumo do grão'', diz Maria de Lourdes, da G.A.P.C. Dona Dalva disse que já está preparada para ensinar a manipular o grão. ''É só me chamar que eu vou'', afirma.





