Porta para um novo negócio
Não há números oficiais no País a respeito das pessoas que têm um segundo emprego como fonte de renda ou fazem os famosos ''bicos''. No entanto, segundo informações do Sebrae, essas atividades extras têm se tornado cada vez mais comuns e muitas vezes se transformam em um novo negócio.
''Existem muitos casos em que a pessoa trabalha fora e simultaneamente tem outra atividade, que com o tempo acaba se transformando em negócio. Então ela deixa o emprego fixo e se dedica totalmente à nova função'', comentou o gerente regional do Sebrae, Heverson Feliciano. Ele destacou que, ao contrário do que se pensa, são raros os casos em que a empresa já nasce grande. ''A maioria vai se estruturando aos poucos'', acrescentou.
Segundo Feliciano, o empreendedorismo faz parte da vida dos brasileiros. Uma pesquisa mundial, a Global Entrapeneur Shipmonitor (GEM), que mede o empreendedorismo no mundo, sempre coloca os brasileiros em destaque. O consultor destaca ainda que existem dois tipos de empreendedores: os de oportunidade e os que iniciam um novo negócio por necessidade - que por sinal representa é a maioria.
Feliciano frisa que, assim que a pessoa der início a um segundo emprego, é interessante pensar em transformá-lo em negócio e começar um planejamento. ''O Sebrae orienta esse tipo de empreendedor, prestamos assessoria na área de finanças, de marketing, de orçamento e também realizamos palestras e cursos'', lembra. Conforme o consultor, passam mensalmente pelo Sebrae em torno de 400 empreendedores interessados em montar o próprio negócio. (E.Z.)





