Pork Expo 2008 encerra hoje em Curitiba
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quarta-feira, 01 de outubro de 2008
Claudia Palaci<br>Equipe da FOLHA 
Curitiba - A suinocultura brasileira deve exportar até o final de 2008, mais de 700 mil toneladas. Somente nos últimos oitos meses, o faturamento já atingiu US$ 1 bilhão quase 50% a mais que no ano passado, mesmo mantendo estável a quantidade comercializada , segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Suínos (Abipecs). Os dados animadores e também uma possível queda nas vendas devido à crise norte-americana permeiam as conversas sobre mercado internacional na Pork Expo 2008 que encerra-se hoje na capital paranaense.
De acordo com produtores e consultores de mercado, os reflexos serão sentidos de qualquer maneira, não se sabe ainda em que grau de impacto. O consultor Osler Desouzart aponta que a exportação é o caminho mais rápido para um crescimento da qualidade da produção interna. Segundo ele, as economias emergentes como o Brasil, tornaram-se potenciais pela demanda criada nos mercados domésticos, preliminarmente alavancadas pelos países desenvolvidos que hoje estão em crise.
Para o presidente da Nutron, Luciano Roppa, a carne suína no mercado internacional está mais valorizada o que compensou um pouco o pecuarista diante do alta dos grãos que impulsionaram os custos de produção. Para 2008, ele acredita que o desespero já passou e que os insumos não deve chegar aos patamares anteriores. O preço do milho e da soja já caiu 20% desde o pico em julho, diz. Ele lembra que o abate de fêmeas para este ano na Europa (800 mil cabeças), Canadá (130 mil) e Estados Unidos (80 mil), vão empurrar a oferta para baixo, o que deve contribuir para manter aquecidos os preços do produto nacional lá fora. O Brasil é mais competitivo e a indústria se beneficiará com valores internacionais ainda mais altos, prevê.
Para Roppa, aproveitar o momento de valorização também dependerá da sanidade, um dos gargalos da indústria. É o nosso maior impeditivo de crescimento nas vendas, comenta, ao salientar segurança alimentar e bem-estar animal como quesitos também muito observados pelos clientes.
Cerca de 2,5 mil congressistas do Brasil e do mundo também discutem os gargalos econômicos da cadeia produtiva, além de melhoramento genético, nutrição, manejo, abate e industrialização no IV Fórum internacional de Suinocultura. O mercado interno é um dos assuntos de destaque.


