Porecatu: Atalla aparece para negociar
Ontem, pela primeira vez desde o início da greve dos trabalhadores da Usina Central de Porecatu, há 22 dias, um dos proprietários, Sidnei Atalla, apareceu para conversar sobre a paralisação. A reunião foi realizada em Londrina na sede do Sindicato dos Rodoviários. O empresário estava acompanhado de dois estrangeiros, reforçando rumores de um possível investimento de capital externo na Usina.
Questionado pela FOLHA, Atalla limitou-se a dizer que não iria comentar possível acordo entre sua empresa e os trabalhadores. Segundo o pároco de Porecatu, padre Manuel Joaquim Rodrigues dos Santos, que integra a comissão de negociações, o empresário quer o retorno do trabalho e se propôs a discutir as reivindicações da categoria. Hoje à tarde, numa nova reunião na igreja as propostas serão apresentadas aos dirigentes da usina.
Na pauta estão questões relacionadas aos pisos salariais, melhores condições de trabalho, livre acesso dos dirigentes sindicais dentro da usina, entre outras. Os trabalhadores querem ainda soluções para as irregularidades constatadas pelo Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo, ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), durante fiscalização realizada no mês de agosto na usina. Nessa vistoria foram lavrados mais de 200 autos de infração.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Batista da Silva, informou que os salários dos trabalhadores da usina não estão mais atrasados. Eles (os proprietários da Usina) pagaram os salários de julho e agosto. A Usina Central tem 2,5 mil trabalhadores este número chega a 5 mil no auge da safra.





