Por um mercado mais eficiente
A ascensão das classes C, D e E no mercado financeiro nos últimos anos, segundo Silvio Giusti, trouxe uma preocupação antes não latente. ''Pesquisas nos mostram que grande parte dos produtos demandados nas instituições financeiras é de cheque especial e cartão de crédito por esse público. Se não há educação financeira para que estes grupos tomem os recursos de maneira a agregar, isso pode se tornar um grande problema num futuro próximo'', explica. Já nas cooperativas, 76% de todas as liberações de empréstimos são abaixo de R$ 5 mil; característica forte de microfinanças.
Tentando manter a moeda forte, o BC começa a investir em programas para prover um mercado sólido e eficiente. ''Nosso mercado já é sólido, mas ainda nos falta eficiência, que não é possível de se conseguir num mercado concentrado''. Seguindo esse raciocínio, ele afirma que um mercado eficiente é aquele que oferta produtos e serviços financeiros adequados à necessidade do público e que esteja chegando a vários lugares. ''As cooperativas de crédito chegam onde o banco convencional nao chega; isso é eficiência.'' (M.T.)





