Vida de fotógrafo não é fácil. Aqueles que fotografam personalidades ou grandes animais podem até sair machucados de algum trabalho. O fotógrafo Ronaldo Ronan Rufino conta um episódio, quando foi à Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, para fotografar natureza e deparou-se com um incêndio gigantesco. ''Subi em um helicóptero e desci para fotografar no local errado. Fiquei perdido na mata e fui resgatado pelo exército''.
Formado em biologia, Rufino começou a fotografar em 1999 para um jornal local e posteriormente passou a produzir imagens para a publicidade, dedicando-se aos documentários de natureza. ''Acabei descobrindo a profissão durante a graduação e me apaixonei. Comecei fazendo trabalhos para agências locais. Hoje faço trabalhos para São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. 70% do meu trabalho é voltado para o agronegócio, 20% para arquitetura e interiores e 10% para o fotojornalismo de natureza''.
O fotógrafo profissional pode se especializar em diversas áreas e atuar em diferentes segmentos como meios de comunicação, indústria, moda e na academia, dando aulas em universidades.
Formado em Jornalismo e cursando mestrado em Comunicação visual, Célio dos Santos Costa faz cinegrafia para a TV UEL, da Universidade Estadual de Londrina, é o técnico responsável pelo laboratório de fotografia na instituição e fotografa eventos e produtos. Ele tem mais de 25 anos de experiência e, daqui a alguns anos, pretende seguir carreira acadêmica. ''Escolhi a profissão por necessidade e acabei gostando da atividade. Em 1993 fiz um concurso público na UEL, onde trabalho até hoje''.
Airton Procópio dos Santos, mas conhecido como Caximbo, deixou o curso de psicologia quando descobriu que o hobby era mais que uma paixão, era sua profissão. ''Hoje, tenho um estúdio com 250 m2, e aproveito as horas em que estou fazendo serviços externos, para fazer a locação para outros fotógrafos''. Ele comenta que em 1970 fez freelas para a FOLHA na área de automobilismo, passou a fazer reportagens e a fotografar competições. ''A partir daí nunca mais deixei a fotografia. Em 1977, sai da área de jornalismo e passei a me dedicar à fotografia publicitária''.
Rufino também fotografa majoritariamente para o mercado publicitário. Ele explica que o mercado de fotografia de natureza para publicidade é muito pequeno e difícil no país. ''Agronegócio é mais promissor, a demanda de trabalho e o consumo dessas imagens é maior por parte dos meios de comunicação''. Para o fotógrafo, além de um trabalho de qualidade, o profissional deve ser empreendedor para manter-se no meio. ''Ele deve divulgar seu trabalho nesse mercado concorrido. O universo da fotografia é fantástico e networking é muito importante, pois uma coisa puxa a outra.''

mockup