A Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Cascavel instalou ontem, em sua sede, uma urna para recolher sugestões da população quanto a forma de comercialização do tradicional pão francês. A urna, que também será levada para as ruas, mercados e panificadoras da cidade, servirá para a população decidir se prefere comprar o pão por unidade ou por quilo.
Segundo o coordenador do Procon, Pascoal Muzeli Neto, a medida foi tomada após uma reunião com representantes da Associação dos Panificadores de Cascavel, que tratou exatamente de problemas relacionados ao peso do pão francês, que estaria inferior ao preconizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), que é de 50 gramas.
Pascoal lembra que uma regulamentação do Inmetro, diz que o pãozinho pode ser vendido por peso ou unidade, desde que respeitando o peso. O coordenador explica que estão buscando regularizar a conduta comercial do pãozinho ''chegando em consenso com a categoria em benefício da comunidade''.
A proposta de mudança na forma de venda do pão francês vem recebendo críticas do presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Alimentação (Sindap), João Antônio Ganança, que considera ''sem lógica'' vender pão em quilo. Ele afirma que a portaria do Inmetro baixada em 1997, garante às panificadoras escolherem a forma de venda. ''Essa portaria nos permite escolher o que for melhor para nós. Algumas panificadoras optaram por vender por quilo, mas isto é problema deles'', reclama.
Para Ganança, o maior problema em vender pães por quilo está nas panificadoras dos bairros periféricos que precisariam comprar uma balança de precisão e que custa cerca de R$ 1,5 mil. Ele ressalta que o próprio Procon fez um levantamento em vários estabelecimentos da cidade e constatou que mais de 90% deles estariam vendendo o pão acima do peso de 50 gramas. ''Não consegue perceber onde o consumidor está sendo lesado'', conclui.

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