A maioria da população prefere que o comércio tenha flexibilidade no horário de funcionamento, respeitando a quantidade de horas prevista pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). É o que revela a pesquisa de opinião pública realizada no município pelo Instituto de Pesquisa Portinari, encomendada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e divulgada ontem no auditório da entidade.
De acordo com a pesquisa, feita nos dias 13, 14 e 15 deste mês com 855 pessoas, entre profissionais do setor e população em geral, 40,6% dos entrevistados gostariam que o comércio tivesse horário livre, mas sempre respeitando as leis trabalhistas; 37,4% preferem que seja mantido o horário atual, das 9 às 18 durante a semana e das 9 às 13 horas aos sábados. Apenas 12,7% defendem funcionamento das 8 às 20 horas, de segunda à sexta, e aos sábados, das 8 às 18 horas; 9,3% das pessoas ouvidas não se posicionaram.
Do total de entrevistados, 42,3% concordam com o aumento do tempo de abertura do comércio, se a quantidade de horas de cada trabalhador não aumentar e as leis trabalhistas forem respeitadas; e 38,9% discordam. ''A proximidade dos resultados e a quantidade de entrevistados que não sabem ou não quiseram responder, 18,8%, mostram que deve ser mais esclarecido para a população o que se pretende fazer para que ela possa se posicionar'', pondera Edmilson Vicente Leite, diretor de estatística do Instituto Portinari.
A maioria dos entrevistados (34,4%) disse que costuma fazer compras no comércio da cidade no meio do dia, das 10 às 15 horas; enquanto 20,6% preferem o início da manhã, das 8 às 10; 20,2% não têm preferência por horário e 19,3% vão às compras no final da tarde, das 15 às 18 horas. Mais de 47% das pessoas ouvidas gostariam de ter a possibilidade de comprar no comércio local em horários diferenciados: à noite durante a semana e à tarde aos sábados. Do total, 35,2% se mostraram contrários.
Dos comerciantes ouvidos, 44,4% preferem horário livre, mas respeitando a CLT. Já entre os comerciários, o percentual dos que desejam que o atual horário seja mantido, 38%, fica muito próximo dos 37,2% que têm preferência pelo funcionamento livre. ''Há um empate técnico'', observa Leite.
Conforme o relatório, 44% dos funcionários de shoppings e hipermercados da cidade consideram o horário diferenciado como bom; 21,5% avaliam como ótimo; 14,3% regular; 7,9% ruim e 5,4% consideram péssimo.
A pesquisa também levantou informações sobre os hábitos de consumo da população londrinense e, para tanto, questionou se as pessoas gostariam de ter mais tempo disponível para lazer e compras com a família. Dos entrevistados, 59,2% se manifestam interessados em ter mais tempo para realizar essas tarefas, contra 37,6% que não gostariam.

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