Curitiba - A greve dos vigilantes já começa a trazer dificuldades maiores para os clientes de bancos. Ontem, começou a faltar dinheiro nos caixas eletrônicos em Curitiba e não havia envelopes para realizar depósitos nas agências. Ontem, a adesão ao movimento era de 70% em todo o Estado. A tendência é que a situação piore nos caixas com o movimento maior devido ao pagamento dos salários e aposentadorias neste início de mês.
Os transtornos enfrentados pela população devem permanecer hoje, ao menos no período da manhã. Ontem à noite, mais uma assembleia terminou sem negociação. Segundo assessoria de imprensa do sindicato dos vigilantes, a classe patronal comprometeu-se a apresentar nova proposta hoje até às 14 hora para pôr fim ao movimento.
Na agência da Caixa Econômica Federal, na Praça Carlos Gomes, em Curitiba, cinco caixas automáticos não estavam funcionando ontem. A dona de casa Clair Bueno foi sacar dinheiro e só conseguiu notas de R$ 2. ''Preciso do dinheiro paga pagar contas'', disse. O tatuador Thiago Nascimento não encontrou nenhum envelope na mesma agência para fazer depósito para fechar um contrato de locação de um estande.
A Caixa informou que os caixas automáticos que não estavam funcionando e a falta de dinheiro eram questões pontuais porque o abastecimento de numerário está normal. Segundo o banco, não havia envelopes porque, com a greve, o banco não pode ativar o módulo depositário.
''Os vigilantes têm direito de lutar pelo seu objetivo, mas dificulta o nosso atendimento'', disse a educadora social, Eloísa Costa Imbelloni. Ela também não conseguiu envelope para fazer depósito que teria que ser realizado ontem.
Uma agência do banco Itaú na Avenida Marechal Floriano exibia ontem um cartaz com o aviso de que estava operando sem numerário. Na agência do Banco do Brasil da Praça Tiradentes, a agência estava fechada por conta da greve dos vigilantes, mas os caixas eletrônicos operaram normalmente e havia envolopes para depósito. O fisioterapeuta Carlos Cavalcante disse que foi a única agência do BB no centro de Curitiba na qual era possível fazer depósito ontem. ''Quem é penalizado é o consumidor'', afirmou. O BB esclareceu que não há a orientação de retirar envelopes.
Na Capital, a paralisação dos vigilantes afeta, além dos bancos, alguns espaços da Secretaria de Estado da Cultura que estão fechados ao público. Dentre eles, os museus Oscar Niemeyer, Paranaense, Alfredo Andersen, Museu de Arte Contemporânea, Museu do Expedicionário e Casa João Turin.
A medida visa garantir a segurança dos espaços. A Biblioteca Pública do Paraná permanece funcionando das 8h30 às 20 horas, mas apenas para serviços de devolução e renovação de livros e para a confecção e renovação de carteirinhas. As consultas ao acervo de microfilmes, agendadas com antecedência, também foram mantidas.

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