Os moradores do município de Guarapuava estão prestes a ter uma nova linha de crédito voltado para a população de baixa renda. O projeto de lei que cria o Banco do Povo deve ser sancionado nos próximos dias pelo prefeito do município Hugo Burko (PSDB). As regras de funcionamento do banco serão definidas assim que a prefeitura aprovar o projeto.
A idéia do Banco do Povo partiu do vereador Antenor Gomes de Lima (PT), que se inspirou no programa do partido. Municípios que têm ou tiveram administrações petistas como Porto Alegre, Londrina, Santo André e São Paulo e Distrito Federal já possuem carteiras de crédito específicas para quem tem renda inferior a R$ 2 mil. Nestes municípios, a inadimplência no Banco do Povo não ultrapassa 3%. ‘‘Isto mostra que os pobres honram seus compromissos, pagando o que devem’’, afirmou o vereador.
Lima disse que o Banco do Povo teve inspiração na experiência adotada em Bangladesh, que implantou no país uma linha de crédito para quem possuía uma renda mínima, atingindo quase 2 milhões de habitantes. A quase totalidade (90%) que emprestou dinheiro foi de mulheres.
O projeto de lei do vereador de Guarapuava foi aprovado pela unanimidade dos 21 vereadores do município há cerca de 10 dias, segundo informou, ontem, Antenor Gomes de Lima. Diante do resultado da votação, ele está seguro de que o prefeito vai sancionar o projeto.
O vereador explicou que o Banco do Povo servirá para financiar tanto o pequeno empresário que trabalha na economia formal, quanto os que sobrevivem no mercado informal. ‘‘Pensamos no início em criar uma linha de crédito para salários inferiores a R$ 1,3 mil, mas este valor pode sofrer alteração conforme as necessidades da população’’, afirmou. Se a prefeitura sancionar o projeto, o prefeito deve nomear uma comissão para diagnosticar, em seis meses, o que a população espera do Banco do Povo, além de definir as regras do financiamento e taxas de juros.

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