FOLHA - Com quantos pontos uma pessoa obtém uma passagem gratuita para o exterior?
Mara Piubelli - A pontuação necessária varia de acordo com a origem e destino, a temporada e a classe do assento escolhido. Para a Europa, uma passagem ida e volta na classe turística exige 60 mil milhas na baixa temporada e 80 mil na alta. Para os EUA, são necessárias 40 mil na baixa e 60 mil na alta temporada. Para a primeira classe e a executiva, é preciso pelo menos o dobro.

E para voos no Brasil?

Para os voos domésticos, e também para a América do Sul, é preciso, em média, 20 mil milhas. No Brasil, não existe alta e baixa temporada para utilização de milhas. O que ocorre é que, às vezes, as companhias aéreas fazem promoções com milhas em datas que não são tão procuradas.

Há algum tipo de restrição no uso de milhas?

Em relação ao número de assentos, sim. Para voos para EUA e Europa, não são todos os assentos que estão disponíveis para passagens-prêmio. Em compensação, para voos nacionais e para a América do Sul não há restrições. Outro detalhe é que a pontuação pode ser utilizada para fazer upgrades de classes, ou seja, você compra uma passagem, por exemplo, na classe turística e, usando as milhagens, pode voar na classe executiva ou de primeira classe.

Reservar a passagem-prêmio com antecedência é importante?

Com certeza. É necessário reservar e emitir as passagens com pelo menos sete dias de antecedência da data do vôo. Se a pessoa quiser reservar muito em cima da hora, a companhia aérea vai exigir um acréscimo substancial no número de milhas acumuladas. (R.F.)

mockup