Ponto de Venda - Ney Alves de Souza
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de março de 1999
Ney Alves de Souza 
PARECE QUE FOI ONTEM
Continuando o assunto da semana passada - o qual pode virar série - a pesquisa para a preparação do livro sobre a história da Propaganda no Paraná está mostrando coisas curiosas. Por exemplo, esta nota destacada de uma retrospectiva feita pelo jornal/revista Meio & Mensagem, edição de 27 de janeiro de 1986:
O microcomputador serve como uma ferramenta que permite o acesso rápido a bancos de dados e aprimora a estética, quanto à redação. Na criação visual, só terá alguma utilidade para a produção de filmes. Palavras de Júlio Cosi Jr. Em sua apresentação durante o debate promovido pela APP - Associação Paulista de Propaganda, no Maksoud Plaza sobre o microcomputador na propaganda. Neste seminário foram debatidas as dificuldades da implantação do micro na publicidade brasileira, tanto pelo seu alto custo (não acessível à maioria das agências) quanto pela assimilação de uma nova tecnologia, de resultados possíveis de serem sentidos, na área de criação, somente dentro de muito tempo.
Como se vê, as previsões não previram a queda da reserva de mercado e a popularização do uso do computador, além da versatilidade dos profissionais e facilidade de assimilação de novas tecnologias.
PRÊMIO COLUNISTAS
Já está na reta final - termina na próxima sexta-feira - o prazo de inscrições ao Prêmio Colunistas Regional Paraná, realizado em sua 24ª edição. Como sempre, organizado pela jornalista Silvia Dias de Souza e dentro do contexto do Prêmio Colunistas Nacional realizado pela ABRACOMP - Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda, vai valorizar o que foi feito de mais criativo na propaganda no Estado nos últimos doze meses.
Neste ano o júri regional vai ser integrado também por outros jornalistas, aqueles que têm alguma afinidade com o que se produz em propaganda e não apenas os que mantêm colunas e publicações especializadas. Da ABRACOMP virão três jornalistas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Para concorrer ao Prêmio Colunistas Propaganda 1999 o trabalho publicitário deve: ter sido criado e/ou produzido por empresas sediadas no Brasil; já ter sido exibido comercialmente no país ou no exterior; não ter concorrido a versões anteriores do Prêmio Colunistas Propaganda ou do Prêmio Promoção Brasil; ser inscrito em apenas uma das Regionais do Prêmio Colunistas.
Comerciais, fonogramas, anúncios, encartes e outdoors que fazem parte de Campanhas também podem concorrer isoladamente, sendo considerados, neste caso, inscrições independentes.
As peças e campanhas inscritas concorrem, por categorias, a diplomas de ouro, prata ou bronze nas áreas: Televisão e Cinema, Rádio, Mídia Impressa, Outdoors, Campanhas e Apresentações Especiais.
Neste ano há a inovação das inscrições via Internet (fichas eletrônicas), confirmadas com a entrega dos materiais dentro do prazo e pagamento das taxas.
O regulamento está no site www.colunistas.com.br e mais informações no escritório da Silvia Dias (Espaço de Marketing), telefone (041) 332-3925 ou e-mail [email protected].
HAJA MERCADO
Curitiba está vendo, nos anos mais recentes, a proliferação de cursos de nível superior, ficando isso mais evidente ainda neste início de ano, com a oferta de vagas em dezenas deles - criados aos montes - especialmente em faculdades e universidades particulares.
No nosso caso, chama a atenção o número de cursos de comunicação social - incluindo jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda (quem sabe a diferença entre uma e outra?). Apenas uma das novas universidades abriu 200 vagas para jornalismo, o que é absolutamente irreal diante do mercado de trabalho, embora se pudesse louvar o empenho (?) em fornecer condições para a formação acadêmica de muitos interessados. Façam as contas: são seis - ou sete? - os cursos disponíveis atualmente em Curitiba. Haja mercado!
VITRINA


