Curitiba - A localidade de Ponta do Poço, em Pontal do Paraná, poderá sediar um estaleiro especializado em construção de plataformas de extração de petróleo do fundo do mar. A empresa argentina Tekint, vencedora da licitação para construção da primeira Plataforma de Rebombeio Autônomo (PRA1), manifestou à Petrobras a intenção de construir essa plataforma no litoral paranaense.
A assinatura do contrato para o início da construção da plataforma depende de aprovação da diretoria da Petrobras. Mas diante da intenção da empresa vencedora da licitação, o deputado estadual Natálio Stica (PT) e o vice-prefeito de Pontal do Paraná, José Wigineski, também conhecido como Zeca do PT, estiveram ontem reunidos com a direção da estatal, no Rio de Janeiro. Stica não nega que esteja pressionando os diretores da estatal para aprovar a construção da plataforma no Paraná.
A construção da PRA1 faz parte de um grande projeto para escoamento do petróleo captado no fundo do mar, orçado no valor total de US$ 1,2 bilhão. De acordo com esse projeto, a plataforma construída no Paraná, depois de pronta será arrastada para o Rio de Janeiro, até uma distância de 115 quilômetros em relação à Bacia de Campos. De lá, será construído um oleoduto com mais de mil quilômetros de extensão para transportar o óleo da plataforma para as refinarias.
O projeto será dividido em quatro partes. A primeira delas, chamada de jaqueta da plataforma, que forma a base de toda a obra e corresponde a uma estrutura tubular de um prédio de 100 andares, é que poderá ser construída no Pontal do Paraná. A empresa Tekint prevê concluir o trabalho em um prazo de 18 meses, a um custo de R$ 120 milhões com a geração de 600 empregos diretos.
A segunda etapa do projeto, que é ainda maior pode custar até R$ 500 milhões e empregar mais de 1,5 mil pessoas. As cartas-convite para licitação dessa etapa serão abertas no final do mês e se a construtora Odebrech for a vencedora, ela também manifestou a intenção de construir a plataforma no Paraná, informou Stica.

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