A FT Sementes e a OR Melhoramento de Semente Ltda. lançaram ontem, em Ponta Grossa, novas variedades de trigo e aveia. Trata-se do trigo Alcover e Aveia OR-3. A cultivar Alcover apresenta suscetibilidade moderada à doenças fúngicas e responde à aplicação de altas dosagens de adubo; possibilita a colheita antecipada, evitando o risco de perda de qualidade do grãos. Resistência ao acamamento e ao alumínio também é moderada. Industrialmente, a Alcover está classificada preliminarmente como trigo-pão.
Quanto à produtividade, em todos os ensaios a variedade mostrou melhor desempenho que outras sementes, usadas como ‘‘testemunhas’’. Sem o uso de fungicidas alcançou uma produtividade de 4.096 kg/hectare. Já com o uso de fungicida chegou a produzir 4.621 kg/hectare, enquanto outras variedades atingem, no máximo, 4.261 kg/ha.
A OR-3, semente de aveia branca de porte alto, também apresenta moderada resistência a doenças fúngicas e tem um alto potencial produtivo. Ambas estarão disponíveis comercialmente já para a próxima safra. O diretor da FT Sementes, Francisco Teresawa, explica que essas variedades não são mais caras do que aquelas já utilizadas no mercado. ‘‘Com essas variedades, o produtor gasta ainda menos porque economiza em fungicida’’, destaca.
O lançamento da nova variedade contou com a presença do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), Roland Guth e lideranças da região.
Passo Fundo Na próxima segunda-feira, Roland Guth estará em Passo Fundo, a convite do Centro Nacional de Pesquisa do Trigo, da Embrapa, que vai lançar novas variedades de trigo. São variedades com bom potencial: as plantas reúnem atributos agronômicos enquanto as características de seus grãos buscam corresponder às finalidades industriais, com qualidade de panificação. Esses atributos são incorporados através do avanço no melhoramento genético.
A Abitrigo tem prestigiado a produção nacional de trigo e os investimentos em pesquisa. Ontem, em Ponta Grossa, Guth disse que é possível prever o aumento de produção em até 50% da demanda nacional, o que reduz a dependência do trigo importado (Redação).

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