Ponta Grossa espera dobrar ICMS
Denise Angelo
Ponta Grossa
Especial para a Folha
O secretário de Indústria e Comércio de Ponta Grossa, Herculano Lisboa, anunciou ontem que a arrecadação do município com os repasses do ICMS deve receber um incremento de 100%, até 2002, em virtude do acréscimo resultante do crescimento da sua produção industrial.
Pelos cálculos do secretário, graças a esse incremento, Ponta Grossa passará a contar com a segunda maior parcela do Estado, em repasses do ICMS, suplantando os demais municípios e ficando atrás apenas da Região Metropolitana de Curitiba.
A expectativa é de que o ICMS gerado pelas indústrias da cidade, dentro de dezoito meses, alcance o patamar próximo a R$ 900 milhões de valor agregado. Quem vai ditar tudo isso é o mercado, evidentemente, mas a projeção é essa, prega Herculano, que computa em três anos à frente da Secretaria de Indústria e Comércio a atração de aproximadamente 80 novas empresas, com a projeção de chegar até dezembro com mais 20 aquisições.
Entre as de maior porte estão a chilena Masisa, que produz fibras de madeira, a alemã Continental (mangueiras e pneus), a belga Beaulieu (carpetes) e a sueca Tetra Pak (sistemas de embalagens), além de dezenas de outras, de pequeno e médio porte.
O anúncio foi feito durante solenidade de assinatura de protocolos de intenções entre o município e quinze empresários locais. No total, as novas empresas que se instalarão em terrenos doados pelo município, no Distrito Industrial, representam investimentos da ordem de R$ 13 milhões e devem, segundo projeções da Secretaria de Indústria e Comércio, gerar cercar de 1.100 empregos diretos e mais de 2.000 indiretos.
Além de doar áreas de terra às novas empresas, o município também se comprometeu a garantir isenção de impostos municipais IPTU e ISS por dez anos.





