Ponta do Félix volta a operar só com congelados
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Uma decisão judicial suspendeu no último dia 20, terça-feira, a liminar que garantia aos Terminais Portuários da Ponta do Félix a operação com cargas gerais. A decisão da 3 Turma do Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF4) foi unânime e reestabeleceu a Ordem de Serviços número 008/08, da Administração do Portos de Paranaguá (Appa), que obrigou os terminais a operarem exclusivamente com carnes e congelados, em fevereiro deste ano.
A Appa, por meio de sua assessoria de imprensa, justificou que a ordem de serviço pretendia apenas restaurar o contrato original, que seria anterior a 1998 e já previa a operação exclusiva de carnes e congelados nos terminais de Ponta do Félix. As autorizações para que o porto operasse outras cargas teriam sido dadas em caráter provisório e agora apenas revogadas.
A intenção da Appa, segundo a assessoria, é utilizar a estrutura do porto em Ponta do Félix para o corredor de congelados. Questionados sobre a desvalorização que o terminal poderia sofrer com a restrição, a informação é de que a questão não cabe à administração portuária e sim a como a empresa situa-se no mercado.
Segundo o atual diretor-presidente dos Terminais Portuários Ponta do Félix, Luiz Henrique Dividino, que assumiu a administração do porto há uma semana, não haverá recurso à decisão judicial. ''Nossa maior preocupação hoje é atender as diretrizes da Appa'', afirma. Ele atribui a decisão da diretoria anterior - de buscar uma solução para o atendimento das cargas que já estavam no porto por meio da justiça - a um julgamento precipitado. ''Naquele instante, preocupada em atender aos clientes, a administração adotou essa medida. Poderia ter resolvido com dialógo'', completa.
Já em sua administração, diz preferir buscar o entendimento com a Appa para possibilitar a operação de outras cargas por meio de soluções administrativas. Segundo Dividino o porto está passando por uma auditoria ambiental interna e com os resultados dessa auditoria será possível ampliar a operação de cargas. Ele descarta ainda qualquer reflexo da restrição para os 350 trabalhadores do porto.


