Polônia na UE pode mudar política agrícola
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Varsóvia - Afastando um potencial foco de atrito nas relações com o Brasil, o presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski, disse ontem que não espera que a agricultura de seu país venha a ser beneficiada pelos mesmos níveis de subsídios agrícolas hoje destinados aos países da União Européia, no caso de ser aceito como membro do bloco.
A afirmação, feita durante entrevista coletiva conjunta, agradou o presidente Fernando Henrique Cardoso, ferrenho opositor do protecionismo agrícola europeu - o maior entrave, do ponto de vista brasileiro, para o avanço das negociações comerciais com a Europa e com os Estados Unidos.
É claro que esperamos receber subsídios, mas é impossível que seja nos mesmos níveis, reconheceu o presidente, prevendo que a Política Agrícola Comum (PAC) terá de ser revista.
O setor agrícola é a fonte de renda de 27% da população economicamente ativa da Polônia, país de 38 milhões de habitantes. Na França e nos outros países mais desenvolvidos da Europa Ocidental, esse índice gira em torno de 5% ou menos.
O eventual ingresso da Polônia e de outros países do Leste Europeu, que têm perfil econômico similar, é apresentado, pela Alemanha e por outros defensores da revisão da PAC, como um dos sinais da insustentabilidade dessa política.
O fato de a Polônia estar entrando na União Européia vai ser bom porque vai levar à reavaliação das políticas agrícolas, não contra a Polônia ou qualquer outro país, mas em favor dos países em desenvolvimento, disse FHC.


