A Secretaria da Agricultura do Paraná vai investir nas áreas consideradas de risco para ampliar a cobertura das campanhas de vacinação contra febre aftosa. São consideradas zonas de risco, as áreas invadidas, as pequenas propriedades cujo proprietário tem dificuldade para vacinar os poucos animais que tem e também as regiões onde o trânsito de animais vindos de fora do Estado é intenso.
Para isso a Secretaria da Agricultura vai recorrer à Secretaria da Segurança Pública e à Policia Militar para que a imunização dos animais que estão em áreas invadidas não seja comprometida, informou o secretário da Agricultura, Antonio Poloni, durante o fórum ‘‘Paraná Sem Aftosa’’, ontem, em Curitiba.
O secretário nacional de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos Oliveira, esteve no encontro, que contou com a participação de lideranças, secretários de agricultura municipais e representantes dos Conselhos de Sanidade.
Poloni pretende negociar com o MST para que a vacinação nas áreas invadidas seja realizada exatamente nos períodos de campanha, na mesma época que as demais regiões. ‘‘Se a negociação não tiver bons resultados, vamos recorrer à Segurança Pública para que nos oriente como fazer’’, disse.
Para atingir essa meta, Poloni destacou ainda que vai recorrer aos municípios para que se envolvam diretamente nessa batalha para manter o rebanho do Paraná livre de febre aftosa. Ele disse que o episódio ocorrido em Jóia, no Rio Grande do Sul, quando surgiram focos da doença, trouxe uma reflexão e um exemplo: de que os municípios e os prefeitos precisam se envolver na parceria já firmada entre o governo do Estado e a iniciativa privada.
Por isso, Poloni disse que pretende empreender um novo ‘‘mutirão’’ com já fez junto com a Faep e Ocepar, na criação dos Conselhos de Sanidade Agropecuária. ‘‘Agora pretendemos convencer os prefeitos de que nada adianta investir na economia do município se os rebanhos não tiverem sanidade e de uma hora para outra podem se deparar com o sacrifício em massa dos animais, como está ocorrendo em quatro municípios do Oeste gaúcho, cujas economias foram seriamente abaladas’’, destacou.
Poloni advertiu que o risco de a aftosa retornar ao Paraná não está afastado e por isso mesmo é preciso que todos se envolvam na luta. ‘‘Mais difícil do que conquistar o status de área livre de aftosa é manter essa condição’’, lembrou. Segundo o secretário, o Estado vive uma situação de tensão porque está representando um ‘‘sanduíche’’ entre o Circuito Sul, afetado pela doença e o Circuito Pecuário Centro-Oeste, do qual faz parte. ‘‘A responsabilidade aqui é maior.’’
O governo do Estado autorizou a contratação de mais 32 técnicos para reforçar o sistema de Defesa Agropecuária. Com isso a Seab pretende completar o quadro de 120 técnicos previstos para o setor. O Paraná desembolsa em média, R$ 14 milhões/ano em sanidade, mais R$ 2 milhões enviados pelo Ministério da Agricultura.

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