Poloni e Sciarra contestam crítica de Francisco Galli
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sexta-feira, 24 de agosto de 2001
De Londrina 
O Programa Paraná Agroindustrial, do Governo do Estado, é a maior prova de que a industrialização do Paraná respeita a vocação natural do Estado, que é a agricultura. ''O Paraná Agroindustrial é a mais ampla e uma das mais importantes iniciativas de desenvolvimento da cadeia agroalimentar para o fortalecimento da agricultura'', afirmam os secretários da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, e da Agricultura, Antonio Poloni, contestanto declarações do presidente da Sociedade Rural do Paraná , Francisco Galli, publicadas neste jornal na última terça-feira (21).
De acordo com as declarações de Galli, o Governo do Paraná teria deixado a economia desamparada, investindo em indústrias fora da realidade do Estado. Diz ainda que ''o que vemos hoje são empresas à beira do insucesso ou fechando suas portas''.
Segundo Eduardo Sciarra, embora o Paraná tenha mudado seu perfil econômico nos últimos sete anos, se tornando o segundo pólo automotivo do País, não deixou de apoiar a agricultura e a agroindústria. Segundo o secretário Antonio Poloni, o programa Paraná Agroindustrial é uma poderosa ferramenta dentro da política agrícola.
O programa reúne instituições públicas e privadas da cadeia agroalimentar para promover a inovação tecnológica, a identificação de oportunidades de negócios e a atração de empresas do setor.
Os secretários explicam que o Paraná Agroindustrial elegeu como prioridades para receber investimentos sete cadeias produtivas, todas de fundamental importância: aves, bovinos, suínos, leite, mandioca, madeira, milho e soja.
''A expansão da agroindústria é uma das nossas grandes prioridades porque é preciso abrir oportunidades aos produtores de transformar a matéria-prima, agregando valor à produção'', destaca Poloni.
Como reflexo do processo de industrialização, aponta Eduardo Sciarra, a arrecadação do ICMS no Paraná dobrou nos últimos cinco anos, passando de R$ 2,4 bilhões para R$ 4,8 bilhões em 2001 - segundo estimativas da Secretaria da Fazenda.
No primeiro semestre deste ano, a produção industrial do Paraná aumentou 5,5% em relação a igual período de 2000. O Paraná é o terceiro Estado acima da média nacional que ficou em 4,9%.
Lei inédita Outra medida de incentivo ao setor é a Lei Hermas Brandão, que reduziu a carga tributária nas operações internas e interestaduais. Para Sciarra, a criação da nova lei tributária na área da agroindústria, acoplada ao grande avanço da defesa sanitária do Paraná, amplia a grande oportunidade de o Paraná se fixar no fortalecimento do maior parque agroindustrial brasileiro.
Com esta nova realidade, a mesma competência do agricultor na geração de matéria-prima, passa para o setor de transformação. A previsão é que a lei incentive a transformação dessa matéria-prima em produtos de qualidade igual ou superior a qualquer similar produzido no mundo, gerando, assim, emprego e renda no interior de todo o Estado do Paraná.
Motivadas pela Lei Brandão, as cooperativas estão ampliando os investimentos na área agroindustrial. De acordo com dados da Ocepar, as cooperativas têm projetos de investimentos ao longo de 2001 que totalizam R$ 300 milhões. Estes investimentos já estão em curso e são destinados à instalação de plantas agroindustriais nos setores de lácteos e de carnes suínas e de aves. O secretário Eduardo Sciarra informa que a atração de investimentos industriais totaliza R$ 25 bi desde o início do Governo Lerner. Estes investimentos respondem pela geração de 500 mil novos empregos, sendo 141,5 mil diretos. Dos empregos gerados, 50% ficaram no interior do Estado.


