Poloni diz que Guaíra não terá barreira
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quarta-feira, 25 de abril de 2001
Vânia MoreiraDe Umuarama 
O Secretário da Agricultura , Leonel Poloni, descartou ontem a necessidade de adoção de barreiras sanitárias ou a presença do Exército para fiscalizar o trânsito de animais em Guaíra, na fronteira com o Paraguai e divisa com Mato Grosso do Sul. Por enquanto, vamos dar prioridade para as fronteiras secas, onde o transporte clandestino é mais fácil e, por isso, há maior risco, disse. O Rio Paraná, com cerca de três quilômetros de largura, separa a região noroeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai. Os órgãos de defesa animal mantém a fiscalização de rotina na ponte entre Guaíra e Mundo Novo (MS) e na travessia por balsa entre Guaíra e Salto Del Guairá.
Poloni lançou ontem na Sociedade Rural de Umuarama a campanha Paraná sem Aftosa, Compromisso de Todos, que pretende vacinar todo o rebanho paranaense entre 1 a 20 de maio. Os organizadores se surpreenderam com a participação dos pecuaristas. Mais de 300 produtores, o dobro do esperado, compareceram ao encontro. Os pecuaristas de Umuarama concordam que a vacinação é a melhor forma de proteger o rebanho paranaense da aftosa. A fiscalização e as barreiras sanitárias podem falhar. O melhor negócio é vacinarmos o gado, disse o vice-presidente da Sociedade Rural, Sidney Lujan. As últimas campanhas de vacinação contra aftosa na região atingiram em torno de 90% a 95% do rebanho, o maior do Estado com cerca de 1,4 milhão de cabeças.


