O secretário da Agricultura, Antonio Polini disse ontem, em Maringá, que no dia 17 do próximo mês, o ministro Pratini de Morais estará na região noroeste do Paraná para divulgar a criação de linhas de créditos especiais aos produtores interessados no projeto arenito-caiuá. A expectativa é de que o governo federal libere os R$ 380 milhões pleiteados pelo Estado para a implantação do projeto na região noroeste do Paraná.

De acordo com Poloni, o projeto já passou da etapa de pesquisa e entra agora, na fase de convencimento da sociedade e, principalmente dos pecuaristas. ''O pecuarista é muito conservador, por isso, é muito importante que a sociedade e principalmente os governos municipais estejam totalmente envolvidos com o projeto porque desta forma eles estarão transmitindo credibilidade e interesse no seu desenvolvimento'', disse. Poloni não especificou como será o crédito especial ao produtor, mas adiantou que a expectativa do governo estadual é de que os recursos disponíveis possam contemplar todas as etapas de implantação do arenito-caiuá.

''Os recursos devem ser destinados à mecanização, correção do solo, custeio, e incremento agrícola'', afirmou. Poloni também não soube informar quando os recursos estarão disponíveis e afirmou que no momento, o governo do Estado está mais empenhado em mobilizar as entidades e órgãos municipais da região Noroeste. Segundo o secretário, a conversão da lavoura nos 108 municípios abrangidos pelo projeto, deve ser uma realidade no prazo máximo de cinco anos. A proposta primordial do projeto é aumentar a agricultura na região noroeste, mas Poloni destaca para a necessidade de diversificação da lavoura. ''A fruticultura deverá ser muito forte, mas o importante mesmo é a diversificação'', ponderou.

Dos 3,8 milhões de hectares da região noroeste, apenas 400 mil hectares estão destinados à agricultura. O grande desafio do projeto é reverter esta realidade, tornando a agricultura a principal atividade do campo. Além de melhorar a qualidade do solo, o projeto arenito-caiuá tem como objetivo evitar a evasão rural.

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