Polo têxtil busca alternativas para se manter competitivo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
Com o objetivo de manter a indústria textil do Paraná competitiva, tanto em relação aos outros estados quanto aos importados, o governo do Estado prorrogou nesta semana a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 12% para 3% até junho de 2015. A medida, que está valendo desde 2007, garante por meio de crédito presumido benefício às operações internas e interestaduais de itens para a produção de vestuário, confecções, calçados, artefatos de couro e acessórios de viagem.
De acordo com Marcelo Surek, vice-coordenador do Conselho Setorial do Vestuário e Têxtil da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), não há como o setor sobreviver sem tal redução. ''O decreto foi assinado no governo anterior e havia um compromisso do governo atual de prorrogá-lo. Existem estados nos quais a alíquota chega a zero'', salienta.
Com o segundo maior polo têxtil do País, o Paraná possui seis mil indústrias que empregam por volta de 100 mil trabalhadores diretos e mais 400 mil indiretos. Entretanto, Surek explica que o polo não passa por um bom momento. Ele afirma que enquanto as vendas do setor do vestuário (industrializados) cresceram por volta de 34% de janeiro a agosto deste ano, o setor têxtil teve um decréscimo de mais de 37% no mesmo período. ''Isto está acontecendo porque estão entrando muitos produtos e tecidos prontos no País, principalmente da China''.
O representante do Conselho explica que até 2008 as barreiras com este tipo de importação eram mais fortes, mas que depois ''as portas escancararam''. Entretanto, Surek admite que é impossível barrar as importações. ''Nós temos que criar alternativas para nos tornarmos mais saudáveis e competitivos aqui dentro (do País). Por isso, a ideia de criar fóruns de discussão (veja no box) entre os estados. No Paraná, temos 11 sindicatos que participam das reuniões realizadas na Fiep mensalmente.''
O secretário de Estado da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, afirma que o decreto é democrático ''porque beneficia desde os grandes empresários que exportam seu produto até as micros e pequenas empresas, essenciais na ocupação de mão de obra''. Em contrapartida, o governo do Estado espera que o setor se comprometa a investir em tecnologia e gerar ainda mais empregos.


