Polo moveleiro investe em tecnologia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Mariana Guerin <br> Reportagem Local 
Indústrias capitalizadas e consolidadas para enfrentar um crescimento discreto é a realidade do polo moveleiro de Arapongas em 2011. Na última segunda-feira, a cidade completou 64 anos com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 1,6 bilhão. Conforme dados do caderno municipal do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o município tem hoje 2.899 empresas, que geram mais de 33,7 mil empregos, destas 871 indústrias moveleiras geram 10.880 empregos diretos.
Já o comércio, que tem um crescimento anual em torno de 20%, segundo informações da Associação Comercial e Industrial de Arapongas (Acia), tem 1.095 estabelecimentos que geram mais de 6 mil empregos. O setor de serviços é o mais representativo no PIB, com R$ 847 milhões, seguido pela indústria (R$ 605 milhões) e agropecuária (R$ 49 milhões).
''As indústrias ainda estão contratando, desde que o trabalhador seja qualificado e a tendência é manter o funcionário que já está adaptado aos colegas e ao maquinário, por isso há pouca troca de empregados'', comenta o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli, fazendo uma análise da instabilidade momentânea do setor. Apesar das dificuldades, para ele, o cenário ainda é positivo.
Ele lembra que em 2010 o setor experimentou um bom momento, crescendo 10%. ''Este ano está mais difícil e se houver crescimento, não deve passar de 5%'', prevê. Poliseli atribui a instabilidade do setor ao endividamento da população, que tem financiado veículos e optado por adiar novas dívidas. ''As lojas não vendem e se não vendem, não compram e o mercado fica parado'', opina.
Este ano, as fábricas trabalham com 20% do parque industrial ocioso, mas a tendência é de melhora no segundo semestre. ''Historicamente o segundo semestre é melhor que o primeiro, mas no início do ano as vendas caem novamente em decorrência das festas, por isso 2012 deve começar difícil'', avalia Poliseli.
Apesar do cenário instável, as 57 indústrias ligadas ao Sima têm capital de giro para aguentar a instabilidade. ''Inclusive algumas têm investido em tecnologia, com a compra de maquinários mais modernos, que produzem mais e com maior qualidade e requerem menos mão de obra.''
Ainda segundo o presidente do Sima, a produção local atende principalmente São Paulo, mas já chegou ao Nordeste, onde houve melhora no poder aquisito da população. ''O campeão de vendas é o guarda-roupa, seguido das cozinhas e estofados'', elenca Poliseli, destacando que 6% da produção é destinada à exportação, atendida por 8% das indústrias de Arapongas. ''Chegamos à África, América Central e Estados Unidos.''
Mão de obra
A mão de obra que atende o polo moveleiro é local e regional e recebe incentivo para capacitação. ''Mas é difícil encontrar trabalhador qualificado'', constata o presidente do Sima. Segundo ele, um convênio com o Senai tenta amenizar o problema, formando profissionais principalmente para o setor de produção e, ocasionalmente, design.



