Pólo automotivo do Paraná perde mercado
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quinta-feira, 03 de outubro de 2002
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba A participação da produção de veículos e máquinas agrícolas do pólo automotivo do Paraná caiu de 10,54% para 9,02%, em agosto. A perda de mercado vem sendo provocada pelos ajustes feitos pelas montadoras à queda nas vendas. Com as constantes paralisações das fábricas, a produção caiu 22,31% no mês de agosto, em relação ao mês anterior. Em relação ao mês de agosto de 2001, a queda foi de 26%, passando de 16.966 unidades para 12.554 unidades fabricadas em agosto deste ano.
Conforme levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, o corte na produção refletiu no nível de emprego. Em agosto, foram criados apenas dois postos de trabalho pelas montadoras paranaenses. No período janeiro a agosto deste ano, as montadoras eliminaram 225 postos de trabalho e nos últimos 12 meses foram eliminados 444 postos de trabalho.
Praticamente todas as empresas apresentaram queda na produção durante o mês de agosto. Só a Renault, montadora mais atingida pelos cortes na produção em decorrência dos elevados estoques, a queda na produção foi de 36%. No mês, foram fabricados 2.737 unidades. Entre carros de passeio, caminhonetas e comerciais leves a produção da Renault/Nissan atingiu 2.742 unidades.
A Volkswagen também reduziu a produção em 23,30%. No mês foram fabricados 6.737 unidades, basicamente de veículos Golf. Em compensação, a produção de carros Audi aumentou 5,74% no mês, com a produção de 1.105 unidades.
A Case New Holland, fábrica de máquinas agrícolas em Curitiba não está fazendo cortes na produção como as montadoras de veículos. Pelo contrário, a demanda pelas máquinas agrícolas está em alta e a empresa contratou mais 300 funcionários. Ocorre que a produção dessas máquinas começa a reagir a partir de setembro, quando os produtores iniciam o plantio e fazem suas encomendas.
As montadoras vêm compensando a queda nas vendas externas com as exportações. De cada 100 carros, caminhões e máquinas agrícolas produzidos no Estado, 36 unidades estão sendo exportadas. No ano passado, na mesma época, as exportações somavam 32% da produção. A Volkswagem liderou as vendas para o mercado externo, com a exportação de 64% da produção no período janeiro a agosto. Nesse período, a Volvo exportou 12,27% da sua produção e a Renault exportou somente 4,84%.


