Polloni quer ajuda das cooperativas para execução do PR 12 meses
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quarta-feira, 04 de março de 1998
Vânia Casado 
Marcelo AlmeidaReivindicaçõesKoslovski apresenta as propostas das cooperativas ao secretário da AgriculturaAs cooperativas poderão participar da execução do programa Paraná 12 meses, ajudando a mudar a mentalidade do agricultor. Essa foi a forma de contribuição que o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antonio Leonel Polloni, pediu aos líderes cooperativistas, durante primeiro encontro oficial entre o secretário e o setor cooperativista, realizado ontem na Ocepar, em Curitiba. Segundo o secretário, esse é o primeiro programa de governo que preconiza a mudança de mentalidade do agricultor. As cooperativas podem auxiliar muito, já que a maior parte dos produtores associados de cooperativas é classificada como pequena e se enquadra nas exigências do programa, comentou.
Dessa vez não será o governo que vai dizer o que deve ser feito, mas é a comunidade que vai decidir o que fazer, enfatizou o secretário. Ele aproveitou o encontro para apresentar o programa, defendendo a necessidade de vincular os benefícios do programa a projetos de educação que visem a profissionalização do agricultor. Atualmente, são 120 mil os produtores associados às cooperativas no Paraná e, desse total, 75% são classificados como pequenos, com áreas de até 50 hectares.
Durante o encontro com o secretário, o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, apresentou uma série de propostas de política agrícola. Muitas destas propostas poderão ser atendidas pelo governo estadual, afirmou. Para Poloni, as propostas vão subsidiar o plano de trabalho na Seab.
Entre as preocupações do setor cooperativista está a perda de renda do setor agropecuário que tem provocado o empobrecimento do produtor rural. Koslovski sugeriu ao governo adotar políticas estaduais para fomentar a agroindustrialização no Paraná, para agregar valor à produção e aumentar a renda das comunidades rurais. Pediu também a manutenção do programa de incentivo à cultura do algodão iniciado no ano passado, que teve grande impacto social e econômico. Segundo Koslovski, o programa foi responsável pelo aumento de 100% no plantio e na produção na safra 97/98 em relação à safra anterior.
Koslovski solicitou também o envolvimento do secretário para reforçar a política de defesa do trigo nacional junto ao governo federal. Segundo o presidente da Ocepar, não é possível o país produzir um terço do consumo, calculado em 8,5 milhões de toneladas e continuar a importar dois terços desse volume. Outra reivindicação do setor cooperativista é a implementação de medidas de apoio ao setor leiteiro, já anunciadas pelo governador Jaime Lerner, como o diferimento do ICMS do leite longa vida. A Ocepar sugeriu outra série de instrumentos que o governo estadual poderia adotar para impulsionar a produção de leite no Estado como o Vale Leite e o Câmbio Verde, dando o leite em troca de resíduos recicláveis.


