O presidente do bloco de deputados oficialistas (Partido Justicialista, do presidente Carlos Menem), Humberto Roggero, chamou de ‘‘imbecis’’ os integrantes da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que exigiram do governo maior ajuste para economia argentina. Ontem de manhã, Roggero tentou voltar atrás e disse ter sido infeliz em seu comentário. Já o ministro do Interior, Carlos Corach, afirmou que o governo tem capacidade necessária para adequar os conselhos (do FMI) às respecticas realidades nacionais.
Corach declarou ainda que ‘‘nada melhor do que os técnicos argentinos e seu ministro de Economia para adequar as receitas do FMI às necessidades do país. ‘‘Os técnicos do FMI aconselham, dão impressões, mas o governo tem a capacidade necessária para tomar suas próprias decisões’’, disse Corach.
A missão do FMI recomendou aumentar os impostos dos combustíveis, acelerar a ampliação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e mudar o plano de reforma trabalhista. No entanto, o ministro de Economia, Roque Fernández, rejeitou as propostas.
Segundo Corach, se os funcionários argentinos atendessem as indicações do FMI, que pretendem fórmulas temporárias que podem ser aplicadas a qualquer momento e a qualquer país, a Argentina estaria cometendo um grande equívoco. Corach esclareceu, entretanto, que o governo concordará sempre com o que parece conveniente, mas discordará com o que parece ser inconveniente para o país. ‘‘Trata-se apenas de aplicar conselhos à relaidade, e nada melhor para isso do que os técnicos argentinos e seu ministro de Economia’’, concluiu Corach em entrevista a uma rádio argentina.

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