Políticas agrícolas ainda são prioridades para o setor
A semeadura de feijão no Estado para a segunda safra iniciou no dia 20 de julho. Porém, as expectativas acerca da cultura ainda são nebulosas, já que o governo federal segue devagar para a compra de parte da produção e elevação dos preços, que seguem abaixo do mínimo.
No início de 2014, o governo do Estado pediu ao Ministério da Agricultura (Mapa) a realização de Aquisições do Governo Federal (AGF) para o feijão. Em maio ocorreu a primeira liberação de recursos. No Paraná foram alocados apenas R$ 2 milhões, que garantiram a compra de 1,26 mil toneladas, enquanto 95% da safra passada, ou 377 mil toneladas, foram comercializadas abaixo do preço mínimo, trazendo prejuízo para os produtores de feijão.
Agora, com a segunda safra e o mercado superofertado, os preços estão em queda. Os produtores temem retração ainda mais intensa e, para reduzir esse impacto, o governo estadual solicita três aportes de recurso para AGF do feijão: R$ 25 milhões em julho, R$ 25 milhões em agosto e
R$ 20 milhões em setembro.
Para a pesquisadora do Iapar, Vania Moda Cirino, se essas aquisições não acontecerem, os agricultores vão se sentir desestimulados a plantar, reduzindo a oferta e consequentemente aumentando os preços no mercado final. "O que precisamos é um trabalho maior nesta questão da política agrícola. Hoje (ontem) realizamos aqui no Congresso a 12ª Reunião da Comissão Sul-Brasileira de feijão, que discutiu justamente estratégias para garantir o preço mínimo da cultura no País", salientou ela. (V.L.)





