O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, ponderou que uma política pública para o desenvolvimento da construção civil depende de vários fatores e não é realizada a curto prazo, já que depende de anos de planejamento e visão de futuro. Freitas também observou que a estagnação do setor é nacional e está relacionada a ausência de arrecadação dos municípios. ''Sem arrecadação não há desenvolvimento. Isso faz com que o município dependa de verbas estaduais, federais e até internacionais'', explicou.
Em relação à reclamação dos construtores sobre a demora na aprovação dos projetos, Freitas reconheceu que a secretaria tem algumas deficiências, tais como a carga horária de trabalho reduzida e o baixo número de pessoal. ''Além disso, há um código de obras rigoroso que deve ser flexibilizado com o novo Plano Diretor para facilitar a análise dos projetos'', anunciou.
O secretário citou algumas políticas públicas implementadas pelo município para o desenvolvimento do setor, tais como o sistema de compras através do pregão eletrônico visando a agilização da aquisição de materiais, a realização de concursos públicos para o incremento do corpo técnico da secretaria de Obras e do Ippul, o Plano Estratégico de Adequação e Expansão Viária, os incentivos fiscais oferecidos às empresas que querem se instalar no Parque Tecnológico e a construção do Anel do Emprego.
Sobre as críticas dos construtores de que a Prefeitura não investe na infra-estrutura da Gleba Palhano, Freitas rebateu informando que o Plano Diretor obriga o beneficiário a arcar com a infra-estrutura. ''O município deve estabelecer as diretrizes para as construções no local em função da particularidades do zoneamento'', finalizou. (C.V.)

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