Política monetária continua gradualista, diz ministro
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quarta-feira, 20 de agosto de 2003
Agência Estado 
Brasília - A queda nas taxas de juros determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) já era esperada pela equipe econômica, mas o tamanho da redução surpreendeu, de acordo com fontes. Preocupado em deixar claro ontem que o governo não estaria afrouxando demais a política monetária, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, preferiu a cautela. Ele reafirmou que o gradualismo na administração da taxa de juros não acabou, apesar de o corte de 2,5 pontos porcentuais ter sido maior do que o esperado.
''A política monetária tem um gradualismo muito adequado, olha sempre o comportamento da inflação, e acredito que as decisões do Copom têm sido muito adequadas e muito bem embasadas na boa técnica'', disse Palocci. ''Sempre confiei no Copom, que tem tomado decisões corretas no momento adequado.'' Ele alertou, porém, que o perigo da volta da inflação não foi totalmente afastado. ''A luta contra a inflação não terminou. Aliás, é difícil um dia que termine. A luta é permanente e tem sempre de exigir atenção da equipe econômica, dos agentes econômicos'', disse o ministro.''
Palocci tentou demonstrar que o corte promovido ontem não foi uma guinada, mas sim parte de um processo que vem sendo conduzido deste o início do ano. ''É preciso analisar a conjunção entre a política fiscal e a monetária, que foram feitas com muita austeridade e severidade para que nós pudéssemos controlar um indicador que era perigosíssimo para a renda das pessoas mais pobres e para a economia, que é a inflação'', comentou.


