Ana Carolina Sacoman
O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Antônio Fermenton, não vê motivos para comemorar os cinco anos do Plano Real. Ele acredita que, se por um lado, o País conseguiu fortalecer-se internacionalmente, por outro, a política interna é desastrosa. ‘‘Os trabalhadores e as pequenas empresas nacionais não estão tendo socorro do governo’’.
Fermenton afirma que, há cinco anos, o Brasil precisava de uma medida econômica drástica, com a implantação de uma moeda forte, mas o custo social está sendo muito grande. ‘‘O desemprego na grande São Paulo chega a quase 20% da população, o que daria cinco cidades como Maringá desempregadas. Isso não pode acontecer’’. Para ele, as empresas multinacionais estão sendo priorizadas em detrimento das pequenas e médio empresas locais. ‘‘O governo deixou a desejar. Nos sentimos machucados pela falta de amparo’’.
Partilhando da mesma opinião, o presidente do Sindicato dos Lojistas de Maringá (Sivamar), Massao Tsukada, acredita que as medidas atuais estão somente favorecendo as multinacionais e fazendo com que a economia informal aumente, o que considera prejudicial. ‘‘Esse é o setor que não paga tributos e a economia formal acaba sobrecarregada’’.

mockup