Política industrial não deve mudar
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sábado, 22 de março de 2008
Ana Paula Ribeiro<br> Folhapress 
Brasília- O governo federal não tem a pretensão de anunciar no início de abril uma política industrial que seja inovadora. Para o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento), o importante é articular as políticas já existentes para desenvolvimento da capacidade produtiva das empresas.
''Não vamos reinventar a roda. Não seremos arrogantes a ponto de descobrir a pólvora. Estamos coordenando políticas de governo que não tinham essa característica'', afirmou.
A política industrial é estudada pelo governo há mais de oito meses. A expectativa é que ela seja anunciada na primeira semana de abril e terá três fatores para estimular a produção: desoneração de impostos, financiamento e ampliação da capacidade de compra do governo. Ao todo, serão cerca de 50 medidas.
De acordo com o ministro, o agravamento da crise internacional não irá afetar as medidas em estudo. O objetivo do governo com a política industrial é elevar os investimentos no País para 21% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2010. Hoje, estão em 17%. Já as exportações chegariam a US$ 200 bilhões - a meta para esse ano é de US$ 180 bilhões.
Como exemplo de ampliação da capacidade de compra do governo, ele citou o Ministério da Saúde, que compra uma grande quantidade de produtos e equipamentos.


