O presidente Fernando Henrique e a política econômica de seu governo foram alvos, ontem, de manifestações de protesto realizadas em várias cidades brasileiras. Os atos foram organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por partidos e entidades de esquerda, entre eles o Movimento dos Sem Terra (MST), e por estudantes de segundo grau e universitários. O movimento faz parte do Dia Nacional de Luta em Defesa do Brasil.
Em Londrina o movimento teve pouca adesão. Apenas cerca de 40 funcionários da Fundação Nacional de Saúde (FNS), de um total de 322, se reuniram depois da 15 horas para discutir os problemas da categoria.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Federais em Saúde e Previdência Social (Sindiprevs), Luiz Antonio Freire, os funcionários aproveitaram a oportunidade para debater sobre as condições de trabalho, o sucateamento da FNS e a possibilidade da volta de doenças endêmicas. ‘‘Estamos assistindo ao desmonte de nossa estrutura. Automóveis e equipamentos sem condições de uso e postos de trabalho vagos sem reposição’’.
Segundo Freire,os funcionários da FNS estão preocupados com as consequências que podem advir deste sucateamento e atingir em cheio a população mais carente, com o aumento do número de casos de malária, chagas, dêngue e outras doenças endêmicas. ‘‘Além de estarmos entrando no quinto ano sem reajuste salarial, temos que conviver diariamente com a falta de equipamentos e péssimas condições de trabalho.’’
O chefe da FNS na região de Londrina, Elias Tenório de Lima, garantiu que o protesto não prejudicou o andamento normal dos trabalhos do órgão. ‘‘A manifestação se resumiu a um pequeno grupo de diretores e pessoas ligadas ao sindicato’’, ressaltou.France PresseNo Rio, onde FHC chegou no final da tarde, protesto reuniu 2,5 milDa Redação e Agências

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