O governo brasileiro definiu o mês outubro como o prazo máximo de sua política de tolerância com relação às medidas protecionistas adotadas pela Argentina e aos ataques diretos do ministro da Economia, Domingo Cavallo, ao Mercosul e ao regime cambial do Brasil. O limite foi traçado em cima das eleições parlamentares argentinas, conforme informaram fontes do Itamaraty. A mudança na composição de forças no Congresso local é dada como inevitável e, como consequência, o governo poderá ser pressionado a definir se vai se comprometer de vez com o Mercosul ou deixar o bloco.
Em princípio, o Brasil trabalha com duas hipóteses. A primeira é que a Argentina decida-se a colocar na mesa de negociação todas as medidas tomadas ao longo deste ano que representaram o rompimento de regras do bloco. Na segunda hipótese, as mudanças no Congresso não iriam gerar alterações na condução do Ministério da Economia.

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