Curitiba - Existe um custo adicional para que os estabelecimentos comerciais adquiram equipamentos necessários para o recolhimento, processamento, transporte e monitoramento dos resíduos recolhidos. Segundo o presidente do Sirecom-PR, Paulo Nauiack, seria necessário ter uma política de incentivo ou de isenção de tributos pelo Estado.
Segundo ele, um contenedor de medicamentos para ser utilizado em uma farmácia com todos os mecanismos de segurança e rastreabilidade custa em torno de R$ 300 a R$ 500 por mês. O presidente da rede de farmácias Maxifarma, Edenir Zandoná Junior, disse que pelas novas regras a indústria vai pagar o custo de remoção e destinação correta dos medicamentos. A farmácia terá o custo da armazenagem e dos funcionários. Segundo ele, o que pode ajudar também a diminuir o volume de medicamentos vencidos é uma conscientização dos médicos na prescrição e do paciente no consumo destes produtos.
Nauiack também questionou a efetiva redução do passivo ambiental, considerando a limitação geográfica, de infraestrutura e de consumo de alguns municípios, bem como a falta de estruturação de toda a cadeia. ''Em alguns municípios o comerciante vai estocar o resíduo e não terá como escoar ou irá fazer isso enviando a outra cidade ou Estado. Isso vai acarretar mais emissão de gás carbônico, consumo de pneus e desgaste das estradas'', alertou Naubiack. (A.B.)

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