Polícia Rodoviária atuará na fiscalização sanitária animal
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Equipe da FOLHA 
Curitiba - O governo do Paraná pretende conquistar o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação até 2014, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura. Como medida para atingir a meta, segundo informações da Agência Estadual de Notícias (AEN), equipes da Polícia Rodoviária Estadual e da Defesa Agropecuária serão colocadas nos atuais postos fiscais da Receita Estadual nas rodovias, que serão fechados. A determinação foi anunciada pelo governador Roberto Requião durante um encontro ''Sanidade: garantia de desenvolvimento'', promovido ontem pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep), na Capital.
O secretário de agricultura Valter Bianchini declarou que desde o início do ano o Estado voltou a ter o controle sobre o trânsito de animais e produtos nas 33 barreiras sanitárias, que antes era feito por empresas terceirizadas. Para ele, o controle está mais rígido e obriga os municípios a uma maior vigilância. O fechamento dos postos de fronteira foi ratificado após estudo da própria Receita Estadual concluir que as operações perderam a eficácia no combate à sonegação, apesar do alto custo de manutenção.
Como parte dos investimentos em defesa sanitária, foi autorizada a contratação, por concurso público, de 500 profissionais, entre médicos veterinários, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas para atuar nas 130 Unidades Veterinárias em todo o Estado.
O governador também anunciou que irá enviar à Assembleia Legislativa projeto de lei que institui subsídio de 15% do custo do seguro agrícola para produtores que plantarem o trigo nesta safra. A subvenção será adicional à concedida pelo governo federal que cobre 70% do custo do seguro. Requião se comprometeu a zerar o preço do seguro - com subsídio de mais 15% - para produtores que adotarem o sistema de irrigação noturna.
Em maio de 2008, o Paraná retomou o estatus de área livre de febre aftosa com vacinação. Em 2005, após uma suspeita de doença o Estado teve as exportações suspensas de proteína animal. Em julho de 2008, as exportações de carnes para a União Européia (UE) foram reabertas. Em setembro do mesmo ano, foram credenciadas as primeiras propriedades aptas a exportar carne bovina para a UE.


