Polícia remove protestos de caminhoneiros no PR
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) desmobilizou o último protesto de caminhoneiros em estradas do Paraná na manhã de ontem, na BR-376, na região de Apucarana, com a ameaça de aplicação de multas pesadas. Sete estados ainda apresentavam 15 manifestações, conforme boletim emitido às 11 horas de ontem pela PRF, organizadas por um grupo que se diz independente de sindicatos, o Comando Nacional do Transporte (CNT), e que pede a saída da presidente Dilma Rousseff do cargo.
Houve a tentativa de novo bloqueio na BR-277 à tarde, próximo a Guarapuava, mas a PRF atuou novamente para liberar o trecho. Houve informações sobre apedrejamento de veículos no local, não confirmadas pela corporação. Nas vias estaduais do Paraná também não há mais bloqueios, segundo a Polícia Rodoviária Estadual.
Ainda havia protestos em rodovias federais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Tocantins. Manifestações que começaram na última segunda-feira, em ao menos 14 estados, mas perderam força nos dias seguintes. Na maioria dos trechos, os caminhoneiros permitiram o tráfego de automóveis, ônibus e ambulâncias, mas forçavam veículos de carga a parar.
Um dos líderes do CNT, Ivar Schmidt disse que esperava que o movimento tivesse maior adesão da categoria, apesar da contestação de sindicatos patronais e de trabalhadores por todo o País. Além da saída de Dilma, com quem afirmou que não haveria negociação, ele apresentou uma pauta de reivindicações secundárias, como a criação do frete mínimo, que o governo reconheceu que não conseguiu atender após a greve de caminhoneiros do início deste ano. Ainda, pedia a redução do preço do óleo diesel, salário unificado em todo o território nacional e a liberação de crédito com juros subsidiados para autônomos.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou então na última terça que aumentaria as multas e as sanções a motoristas que obstruíssem deliberadamente as rodovias, em uma tentativa de desestimular a greve. "O valor das multas é avaliado pelo dano social que esses comportamentos trazem", disse. "O governo federal não pode admitir que pessoas, sem ter uma pauta de reivindicações e por uma questão política, fechem estradas para impor aquilo que acham que deve acontecer", completou.
O Código Nacional de Trânsito prevê multa de R$ 1.915 para quem promover nas vias públicas eventos sem permissão da autoridade de trânsito. A atual punição será mantida, mas, no caso da obstrução deliberada com o uso de veículo, o condutor será enquadrado em uma infração gravíssima e será aplicada uma multa de trânsito de R$ 5.746, que pode dobrar para R$ 11.492 em caso de reincidência. (Com agências)


