SÃO PAULO - A polícia está investigando um plano para matar o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, de 39 anos, o Paulinho. O autor dele seria de João de Souza Neto, o João da Ford, que contratou Alan Lady de Menezes, de 29 anos, assessor da diretoria do Sindicato da Alimentação, oferecendo R$ 50 mil para ele cometer o crime. Alan ficou com medo e revelou o plano a Paulinho, que avisou os policiais.
Foi armado um flagrante: anteontem à noite, Alan e um amigo, Fabiano Machado da Silva, de 21, foram à casa de João, na rua Laura Bossi, 31, no Jardim Cohab II, na zona leste, e receberam uma pistola 9 milímetros com silenciador, e 60 balas. No momento em que João estava ensinando Alan a mexer na arma, dando um tiro, a polícia chegou. Fabiano estava com um gravador oculto.
O assassinato deveria acontecer no caminho entre a casa de Paulinho, na Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, e o prédio do sindicato, na Baixada do Glicério, no centro. O sindicato terá eleições em março, e a morte do atual diretor beneficiaria João da Ford, que tinha esperanças de ser eleito ou indicado para o cargo. O estatuto da instituição diz que o diretor deve apontar um sucessor até o dia 30 de novembro.
Paulinho, João, Alan e Fabiano prestaram depoimento no 49º Distrito Policial, em São Mateus, zona leste. O delegado Antônio Mestrinho Júnior, titular da 8ª seccional, pediu a prisão preventiva de João. A polícia investiga também se o fato tem alguma ligação com a tentativa de assalto do tesoureiro do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, José Francisco Campos, que foi baleado em uma tentativa de assalto na noite de quarta-feira.

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