Dois caminhões – um com 34 mil litros de solvente e um vazio – foram apreendidos ontem na Fazenda Santa Helena, próximo ao Patrimônio Regina, zona sul, em Londrina. A carreta com o solvente, placa LZA-7566, de Londrina, está em nome de Gisele Lourenço Valerio, filha de Wagner Silva Valerio. Os dois já foram indiciados em inquérito policial porque tiveram outros dois caminhões apreendidos na semana passada. Eles respondem por crime contra o consumidor e de sonegação fiscal.
‘‘Com a apreensão de outro caminhão com solvente a situação do Wagner Valerio se complicou mais. Ele será intimado novamente na semana que vem para explicar esta nova carga’’, afirmou o delegado do 6º Distrito Policial de Londrina, José Arnaldo Peron Martins, que é responsável pelo inquérito.
O caminhão-trator placa LGA-9355, de Londrina, que estava engatado na carreta com o solvente, está em nome de Sérgio Tomas Barbosa de Souza. Até o final da tarde de ontem, o delegado ainda não sabia os nomes dos proprietários do caminhão trator, placa BYB-1196, de Londrina, e da carreta, placa BYH-8136, de São Paulo. Ontem à noite, o delegado Martins colheu amostra do solvente para análise.
A fazenda Santa Helena, onde foram apreendidos os veículos, é de propriedade de Josye Rose Baxhix Godoy. A polícia civil chegou ao local depois de receber denúncia anônima, por telefone, ontem pela manhã. A Receita Estadual participou da operação.
A nota fiscal dos 34 mil litros de solvente, comprados na Resibril, está em nome da Jabur Recapagens de Pneus, de Londrina. Os 33.850 litros de solvente descobertos na semana passada também tinham nota fiscal em nome da Jabur. Um representante da empresa depôs no 6º Distrito para dar explicações sobre esta nota. ‘‘Teremos que indiciar a empresa para depor novamente na semana que vem. Mas já sabemos que a Jabur não tem nada com o caso’’, afirmou o delegado Martins. O diretor da Jabur Recapagens de Pneus, Omar Jabur, disse ontem à Folha que, na próxima segunda-feira, a empresa vai entrar com uma ação na justiça contra a Resibril, de Campina Grande do Sul, por danos morais e falsificação de documentos.
Hoje, a Jabur publica comunicado neste jornal alertando os clientes que seu nome está sendo usado indevidamente ‘‘por indíviduos inescrupulosos, para fraudar combustíveis’’. A empresa consome apenas cerca de dois mil litros de solvente por mês.
O juiz substituto Mauro Ticianelli, da 2ª Vara Criminal, indeferiu ontem o pedido de prisão de três envolvidos na apreensão do solvente, na semana passada – Wagner Valerio, Amadeo Valerio e Carlos Roberto Kobayashi. O juiz deferiu, porém, a quebra de sigilo bancário dos acusados.

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