O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) denunciou ontem a Delegacia de Pitanga por prática de violência, perseguição política e tentativa de intimidação de lideranças e profissionais ligados ao trabalho de reforma agrária. De acordo com o MST, quinta-feira dois técnicos que trabalham em assentamentos foram presos e espancados por policiais civis do município, por ordem do delegado Gilberto Pereira da Silva. A Folha não conseguiu localizar o delegado. De acordo com informações da delegacia, Gilberto Silva estava em diligência pela cidade e não podia ser encontrado.
O MST encaminhou denúncia ontem à Procuradoria de Justiça do Paraná pedindo providências. De acordo com informações do MST, o engenheiro florestal Roberto Martins de Souza e o veterinário Luís Carlos de Quadros Alves foram surpreendidos por uma viatura da Polícia Civil quando andavam por uma rua da cidade na noite de quinta-feira.
Conforme relato dos dois, o carro da polícia só parou depois de chegar a encostar em suas pernas. Em seguida, o motorista desceu e se apresentou como sendo o delegado Gilberto. De acordo com os dois técnicos o delegado questionou sobre o fato de eles estarem caminhando na rua e não na calçada, que é o lugar adequado para pedestres.
Os dois técnicos questionaram a atitude do delegado. Segundo eles, Silva reagiu com socos no rosto levando-os à delegacia, onde eles dizem ter sido agredidos por vários policiais. Segundo o relato dos dois, as agressões só acabaram depois que o delegado descobriu que Alves e Martins eram técnicos da Secretaria do Meio Ambiente colocados à disposição dos assentamentos através de convênio. Depois disso, os dois foram liberados.

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