O Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado a pedido do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Gilberto Foltran, para apurar a ação da PM em relação à invasão do prédio da Assembléia Legislativa por um grupo de estudantes, pode ser concluído até o final do ano. A PM quer saber se houve abuso de violência no confronto entre a polícia e os manifestantes. No dia 15 de agosto, por volta do meio-dia, cerca de mil estudantes derrubaram as grades da Assembléia e invadiram o plenário, impossibilitando a votação do projeto popular que impedia a venda da Copel.

Temendo pela segurança, o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), chamou reforço policial. Um efetivo de 790 policiais e seis cães fizeram o cerco à Assembléia durante a permanência dos estudantes. Os manifestantes deixaram a Casa na quinta-feira (dia 16).

Na manhã do dia 16, os deputados quiseram entrar pelo portão principal para tentar pela segunda vez votar o projeto. Houve confronto entre os manifestantes e a PM. A deputada Luciana Rafagnin (PT), por exemplo, machucou o pulso, tentando trazer um colega para dentro dos portões da Assembléia. ''Policiais e civis saíram feridos. Não se pode deixar de apurar esse episódio. Concordo que esses fatos precisam ser esclarecidos'', avaliou o coronel Justino Sampaio, um dos responsáveis pela operação de segurança extra na Casa. (M.D.)

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