Os acionistas minoritários da Manah estão descontentes com a reestruturação societária das empresas de fertilizantes do grupo Bunge anunciada na sexta-feira. A Manah foi adquirida pela Bunge em abril deste ano e agora será incorporada pela Fertilizantes Serrana, outra companhia do grupo.
Os minoritários da Manah terão duas opções. A primeira é trocar suas ações por papéis da Serrana. A outra é receber uma quantia em dinheiro pelas ações, o chamado direito de retirada. A companhia está propondo pagar o valor patrimonial dos papéis, que é de R$ 23,84 por lote de mil.
Nenhuma das duas opções agradou o minoritário da empresa Sílvio Leonhardt. ‘‘As ações da Serrana não têm liquidez’’, argumentou. Neste ano, até a última quinta-feira, os papéis da Serrana fecharam 131 negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com volume de R$ 895,507 mil. No mesmo período, as ações da Manah realizaram 1.437 transações e movimentaram R$ 37 258 milhões.
Além disso, ele considerou baixo o valor oferecido pelo controlador, baseado em duas comparações. A primeira é que a Bunge pagou cerca de R$ 215,00 pelo lote de mil ações ordinárias quando comprou o controle da Manah, preço muito acima do oferecido agora para os minoritários.
Além disso, a empresa anunciou no dia 25 de abril um aumento de capital de R$ 140 milhões, onde os acionistas podem subscrever as ações a R$ 40,00.
‘‘Pelo bom senso, eu teria de entregar as ações da Manah para não ficar com um mico na mão’’, disse. Mas ainda não decidi o que fazer e estou entrando em contato com outros acionistas que também estão revoltados.

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