Poderá faltar combustível
O mercado está trabalhando com a hipótese da guerra entre Estados Unidos e Iraque durar no máximo quatro dias. Se ela se prolongar além desse período, a escassez de combustível nos postos poderá ser um dos primeiros efeitos que vão penalizar a população brasileira.
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese, o governo tem uma série de alternativas que pode adotar para evitar a escassez de combustível, em função de uma alta acentuada no preço do petróleo. O empresário disse que a dependência do País em relação ao petróleo importado já está bastante reduzida, mas o fato é que já existe uma defasagem no preço do produto em relação ao mercado internacional, que pode ser agravada em caso de explosão no preço.
Entre as alternativas que podem ser adotadas pelo governo e que já estão sendo comentadas no mercado está a retomada da mistura de álcool na gasolina, aos níveis antigos quando era de 25%. Atualmente essa mistura é da ordem de 20%. Em caso de escassez do álcool, o governo pode recorrer ao MTBE, um subproduto do combustível fabricado no Rio Grande do Sul, e que pode substituir o álcool na mistura.
Em relação ao consumo, o governo pode voltar a adotar medidas de fechamento de postos durante os finais de semana. O fechamento de postos foi uma estratégia adotada no período da ditadura militar. Por fim, poderá simplesmente optar por inibir o consumo, via aumento no preço dos combustíveis. (V.C.)





